REIDY – A CONSTRUÇÃO DA UTOPIA, que estreia hoje nos cinemas é daqueles filmes que revelam, descobrem ou redescobrem nossa história, e nos encanta. O delicado (e excelente) documentário de Ana Maria Magalhães, sobre o arquiteto e urbanista Affonso Eduardo Reidy (1909-1964) é assim.
Convivi REIDY minha vida inteira, sem sequer nunca tê-lo visto. É de sua prancheta o Museu de Arte Moderna do Rio, onde fica um dos lugares que mais frequentei na minha vida, a Cinemateca do MAM, ali no Aterro e o Parque do Flamengo, que também levam sua assinatura.
Poucos o conhecem, mas todos nós o conhecemos por sua obra. Agora com o doc da Ana Maria, o temos revelado por inteiro.
Alexandre Agabiti Fernandez escreveu hoje na FOLHA: "Sem recorrer ao didatismo, Ana Maria Magalhães oferece uma visão panorâmica das ideias de Reidy, alinhavando imagens de suas obras e projetos, depoimentos de colegas como Lucio Costa (1902-1998), Paulo Mendes da Rocha, além de textos do próprio arquiteto. Sua arquitetura convoca arte, ciência e técnica para produzir uma beleza que valoriza contato com a natureza, bem-estar e significado público, cheia de implicações éticas e políticas".
Domingo, dia 20 de novembro às 13h, assista ao Ballet BOLSHOI - A BELA ADORMECIDA, de Tchaikovsky, AO VIVO nos cinemas. Criado para o Teatro Mariinsky de São Petersburgo, A BELA ADORMECIDA teve sua estreia em janeiro de 1890, e é um dos mais conhecidos ballets de Tchaikovsky.
A coreografia original, de Marius Petipa, criou passos solistas brilhantes, e está entre as peças clássicas mais bem sucedidas da história. Sua versão tornou-se rapidamente um enorme sucesso em todo o mundo, emergindo como uma obra-prima. A versão do Bolshoi foi coreografada originalmente em 1973 por Yuri Grigorovich.
A Live MOBZ transmite para 17 salas de cinema do Brasil AO VIVO o Ballet BOLSHOI - A BELA ADORMECIDA, de Tchaikovsky, diretamente de Moscou e reexibições gravadas em mais 4 cidades.
BALLET BOLSHOI - A BELA ADORMECIDA TRANSMISSÃO AO VIVO - DIA 20 ÀS 13h
O compositor americano Philip Glass definiu SATYAGRAHA como uma obra que trata de política, violência e não-violência. A ópera relata os primeiros anos de Gandhi na África do Sul e, ao longo de três atos, reforça o conceito de resistência pacífica difundido pelo indiano que inspirou ativistas em todo o mundo.
Nesta coprodução do MET e da Ópera Nacional Inglesa, os diretores Phelim McDermott e o cenógrafo Julian Crouch utilizam elementos visuais marcantes, como os bonecos gigantes feitos de papel-jornal, pedaços de tecido e fibra de vidro, para criar um rico universo teatral a partir de materiais aparentemente banais. A maioria dos cenários é feita de metal retorcido.
A LiveMOBZ transmite para 8 salas de cinema do Brasil AO VIVO a ópera SATYAGRAHA, de PHILIP GLASS, dia 19, diretamente do METropolitan de Nova York e faz reexibições gravadas em mais 3 cidades dia 24.
CIRCUITO MET ÓPERA SATYAGRAHA TRANSMISSÃO AO VIVO - DIA 19 ÀS 16h
Quer ganhar uma vaga no curso "As Óperas do Metropolitan" da Casa do Saber de São Paulo?
Participe do concurso cultural no Facebook da MOBZ respondendo a frase: Se sua vida fosse uma ópera, qual seria? Por quê?
As duas respostas mais criativas ganharão uma vaga no curso, ministrado pelo jornalista da Folha Irineu Franco Perpétuo, sobre 3 recentes óperas do Metropolitan, SIEGRIED, SATYAGRAHA (a ser exibida ao vivo nos cinemas dia 19/11) e RODELINDA (03/12).
Promoção válida até esta sexta feira, dia 11/11, às 12h. O resultado será divulgado no Facebook da MOBZ até o fim do dia.
Regulamento: CONCURSO CULTURAL CASA DO SABER
- Cada participante concorre a 1 vaga no curso "As Óperas do Metropolitan", a ser ministrado na CASA DO SABER de São Paulo. Serão 2 premiados no total.
- Para participar a pessoa deverá criar uma frase criativa respondendo a frase: Se sua vida fosse uma ópera, qual seria? Por quê?
- A frase deverá ser postada como comentário no nosso post oficial da promoção no Facebook da MOBZ (facebook.com/mobzme)
- A participação tem um limite de 400 caracteres
- A resposta somente poderá ser dada na área de comentários no post do concurso cultural na Fã Page da MOBZ no Facebook.
- A escolha dos vencedores será determinada por uma comissão composta por 3 membros da empresa MOBZ S/A sendo o resultado incontestável por parte dos participantes.
- O prêmio não pode ser convertido em dinheiro, bem como não poderá ser trocado por outro produto ou sessão de cinema.
- Este concurso cultural é resultado de uma parceria MOBZ com a CASA DO SABER, sendo o prêmio e sua execução de responsabilidade da CASA DO SABER.
- Concurso cultural válido até às 12:00h do dia 11 de novembro de 2011.
- O nome dos vencedores será divulgado no mesmo dia, durante a tarde.
- O ganhador autoriza, desde já, e como conseqüência da conquista dos prêmios, a utilização de seu nome, imagem e som de voz, em qualquer um dos meios escolhidos pelas empresas promotoras para divulgação desta campanha.
- A participação neste concurso implica na aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento.
- Esta campanha é de caráter exclusivamente cultural, sem qualquer modalidade de sorte ou pagamento pelos concorrentes.
- As dúvidas não previstas neste regulamento serão julgadas por uma Comissão composta por 3 (três) membros da Mobz S/A.
- A MOBZ reserva-se o direito, a seu critério exclusivo, de cancelar, encerrar, modificar ou suspender o Concurso a qualquer hora, por qualquer motivo que seja.
Terceira das quatro óperas que formam O Anel do Nibelungo (Der Ring des Nibelungen), Siegfried estreou em 16 de agosto de 1876 em Bayreuth, Alemanha, no teatro construído pelo compositor Richard Wagner (1813-1883) para a encenação de sua obra. A estreia de Siegfried fez parte de primeira execução mundial, como ciclo completo, da épica tetralogia wagneriana. As demais óperas são, em sequência, O Ouro do Reno (Das Rheingold), A Valquíria (Die Walküre) e, após Siegfried, a conclusão do festival, Götterdämmerung (O Crepúsculo dos Deuses).
O libretto, assim como de todas as outras óperas de Wagner, é de autoria do próprio compositor, que se inspirou nas sagas mitológicas nórdicas e germânicas. O processo de escrita e composição do Anel durou vinte e seis anos (1848-1874), período em que Wagner também trabalhou em outras de suas obras capitais, como Tristão e Isolda e Os Mestres Cantores de Nuremberg. O texto do Anel, assim como as diversas fontes que o inspiraram, é rico em significados e passível de múltiplas interpretações, de sociais e políticas a psicológicas, mas é fundamentalmente ancorado na dualidade entre o amor e o poder em um curso de maldição, culpa e redenção.
Assim como as demais óperas do ciclo, Siegfried se desenvolve dentro da concepção de Richard Wagner de “obra de arte total”, em que música, poesia e artes visuais se combinam, forjando um drama musical contínuo e integrado, sem interrupções ou preponderância de uma expressão artística sobre a outra.
A partitura wagneriana é ancorada em temas recorrentes (motivos condutores) - o leitmotiv - formados por elementos musicais associados a personagens, objetos e sentimentos. Tais temas pontuam a ação e formam a essência da partitura orquestral, que se torna protagonista no desenvolvimento do drama. Combinados em uma rica teia musical, os motivos fluem continuamente na orquestra, iluminando e comentando os acontecimentos em cena, que são delineados, por sua vez, pelas vozes.
A orquestração da tetralogia é de imensa diversidade, sublinhando uma ampla gama de emoções e eventos. A riqueza de timbres da partitura inclui novos instrumentos, como a trompa wagneriana.
A composição de Siegfried ocupou Wagner intermitentemente por 15 anos, estando a partitura completa em 1871. Concebido para um verdadeiro heldentenor, o papel do protagonista é um dos mais difíceis, exigentes e extenuantes da história, dominando a ópera em quase a sua totalidade. Dentre os grandes intérpretes de Siegfried, destacam-se Lauritz Melchior, Max Lorenz, Jess Thomas, Wolfgang Windgassen, René Kollo e Siegfried Jerusalem.
A concepção dramático-musical de Wagner, com sua crescente liberdade harmônica e formal, é um marco na história da arte ocidental, abrindo novos horizontes expressivos e antecipando as revoluções, tanto musicais quanto sociais, que aconteceriam no século XX. Como ele pretendia, a “obra de arte do futuro”.
No próximo post, comento a performance deste sábado. Antecipando a transmissão, assistamos ao trailer com algumas das cenas da produção de Robert Lepage para Siegfried:
A seguir, Jay Hunter Morris, como Siegfried, interpreta a Canção da Forja, no Ato I da ópera:
Para quem não viu, ou quer assistir novamente, algumas cenas marcantes de Das Rheingold e Die Walküre, transmitidas na temporada passada:
Comentários e perguntas, escreva para rodolfo.valverde@mobz.com.br