novembro 11, 2011

ESTREIA - REIDY - A CONSTRUÇÃO DA UTOPIA é documentário revelador e delicado

REIDY – A CONSTRUÇÃO DA UTOPIA, que estreia hoje nos cinemas é daqueles filmes que revelam, descobrem ou redescobrem nossa história, e nos encanta. O delicado (e excelente) documentário de Ana Maria Magalhães, sobre o arquiteto e urbanista Affonso Eduardo Reidy (1909-1964) é assim.

Convivi REIDY minha vida inteira, sem sequer nunca tê-lo visto. É de sua prancheta o Museu de Arte Moderna do Rio, onde fica um dos lugares que mais frequentei na minha vida, a Cinemateca do MAM, ali no Aterro e o Parque do Flamengo, que também levam sua assinatura.

Poucos o conhecem, mas todos nós o conhecemos por sua obra. Agora com o doc da Ana Maria, o temos revelado por inteiro.

Alexandre Agabiti Fernandez escreveu hoje na FOLHA:
"Sem recorrer ao didatismo, Ana Maria Magalhães oferece uma visão panorâmica das ideias de Reidy, alinhavando imagens de suas obras e projetos, depoimentos de colegas como Lucio Costa (1902-1998), Paulo Mendes da Rocha, além de textos do próprio arquiteto. Sua arquitetura convoca arte, ciência e técnica para produzir uma beleza que valoriza contato com a natureza, bem-estar e significado público, cheia de implicações éticas e políticas".

Aqui o link com mais informações sobre o filme: www.anamariamagalhaes.com.br

TRAILER:



Saravá! Aleluia! AXÉ!

MAM (diretor da MOBZ)

Domingo, dia 20 de novembro às 13h, assista ao Ballet BOLSHOI - A BELA ADORMECIDA, de Tchaikovsky, AO VIVO nos cinemas


Domingo, dia 20 de novembro às 13h, assista ao Ballet BOLSHOI - A BELA ADORMECIDA, de Tchaikovsky, AO VIVO nos cinemas. Criado para o Teatro Mariinsky de São Petersburgo, A BELA ADORMECIDA teve sua estreia em janeiro de 1890, e é um dos mais conhecidos ballets de Tchaikovsky.

A coreografia original, de Marius Petipa, criou passos solistas brilhantes, e está entre as peças clássicas mais bem sucedidas da história. Sua versão tornou-se rapidamente um enorme sucesso em todo o mundo, emergindo como uma obra-prima. A versão do Bolshoi foi coreografada originalmente em 1973 por Yuri Grigorovich.

A Live MOBZ transmite para 17 salas de cinema do Brasil AO VIVO o Ballet BOLSHOI - A BELA ADORMECIDA, de Tchaikovsky, diretamente de Moscou e reexibições gravadas em mais 4 cidades.

BALLET BOLSHOI - A BELA ADORMECIDA TRANSMISSÃO AO VIVO - DIA 20 ÀS 13h

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BALLET BOLSHOI - A BELA ADORMECIDA REEXIBIÇÃO GRAVADA - DIA 1

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MET ÓPERA - Sábado, dia 19 de novembro às 16h, assista à SATYAGRAHA, de PHILIP GLASS, AO VIVO nos cinemas

O compositor americano Philip Glass definiu SATYAGRAHA como uma obra que trata de política, violência e não-violência. A ópera relata os primeiros anos de Gandhi na África do Sul e, ao longo de três atos, reforça o conceito de resistência pacífica difundido pelo indiano que inspirou ativistas em todo o mundo.

Nesta coprodução do MET e da Ópera Nacional Inglesa, os diretores Phelim McDermott e o cenógrafo Julian Crouch utilizam elementos visuais marcantes, como os bonecos gigantes feitos de papel-jornal, pedaços de tecido e fibra de vidro, para criar um rico universo teatral a partir de materiais aparentemente banais. A maioria dos cenários é feita de metal retorcido.



A LiveMOBZ transmite para 8 salas de cinema do Brasil AO VIVO a ópera SATYAGRAHA, de PHILIP GLASS, dia 19, diretamente do METropolitan de Nova York e faz reexibições gravadas em mais 3 cidades dia 24.

CIRCUITO MET ÓPERA SATYAGRAHA TRANSMISSÃO AO VIVO - DIA 19 ÀS 16h

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SANTOS - VENDA SOMENTE NA BILHETERIA
Cine Roxy Gonzaga

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PORTO ALEGRE - COMPRE ONLINE
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CIRCUITO MET ÓPERA SATYAGRAHA REEXIBIÇÃO GRAVADA - DIA 24

CAMPINAS - 19H - em breve venda online
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BRASÍLIA - 19H - em breve venda online (Inédito em Brasília)
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SÃO PAULO - 19H - em breve venda online
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novembro 09, 2011

CONCURSO CULTURAL - Concorra a 2 vagas no curso sobre o MET ÓPERA da CASA DO SABER de São Paulo



Quer ganhar uma vaga no curso "As Óperas do Metropolitan" da Casa do Saber de São Paulo?

Participe do concurso cultural no Facebook da MOBZ respondendo a frase: Se sua vida fosse uma ópera, qual seria? Por quê?

As duas respostas mais criativas ganharão uma vaga no curso, ministrado pelo jornalista da Folha Irineu Franco Perpétuo, sobre 3 recentes óperas do Metropolitan, SIEGRIED, SATYAGRAHA (a ser exibida ao vivo nos cinemas dia 19/11) e RODELINDA (03/12).

Saiba mais sobre o curso da CASA DO SABER

Promoção válida até esta sexta feira, dia 11/11, às 12h. O resultado será divulgado no Facebook da MOBZ até o fim do dia.

Regulamento: CONCURSO CULTURAL CASA DO SABER

- Cada participante concorre a 1 vaga no curso "As Óperas do Metropolitan", a ser ministrado na CASA DO SABER de São Paulo. Serão 2 premiados no total.

- Para participar a pessoa deverá criar uma frase criativa respondendo a frase: Se sua vida fosse uma ópera, qual seria? Por quê?

- A frase deverá ser postada como comentário no nosso post oficial da promoção no Facebook da MOBZ (facebook.com/mobzme)

- A participação tem um limite de 400 caracteres

- A resposta somente poderá ser dada na área de comentários no post do concurso cultural na Fã Page da MOBZ no Facebook.

- A escolha dos vencedores será determinada por uma comissão composta por 3 membros da empresa MOBZ S/A sendo o resultado incontestável por parte dos participantes.

- O prêmio não pode ser convertido em dinheiro, bem como não poderá ser trocado por outro produto ou sessão de cinema.

- Este concurso cultural é resultado de uma parceria MOBZ com a CASA DO SABER, sendo o prêmio e sua execução de responsabilidade da CASA DO SABER.

- Concurso cultural válido até às 12:00h do dia 11 de novembro de 2011.

- O nome dos vencedores será divulgado no mesmo dia, durante a tarde.

- O ganhador autoriza, desde já, e como conseqüência da conquista dos prêmios, a utilização de seu nome, imagem e som de voz, em qualquer um dos meios escolhidos pelas empresas promotoras para divulgação desta campanha.

- A participação neste concurso implica na aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento.

- Esta campanha é de caráter exclusivamente cultural, sem qualquer modalidade de sorte ou pagamento pelos concorrentes.

- As dúvidas não previstas neste regulamento serão julgadas por uma Comissão composta por 3 (três) membros da Mobz S/A.

- A MOBZ reserva-se o direito, a seu critério exclusivo, de cancelar, encerrar, modificar ou suspender o Concurso a qualquer hora, por qualquer motivo que seja.

novembro 03, 2011

COLUNA RODOLFO VALVERDE: WAGNER e SIEGFRIED

Terceira das quatro óperas que formam O Anel do Nibelungo (Der Ring des Nibelungen), Siegfried estreou em 16 de agosto de 1876 em Bayreuth, Alemanha, no teatro construído pelo compositor Richard Wagner (1813-1883) para a encenação de sua obra. A estreia de Siegfried fez parte de primeira execução mundial, como ciclo completo, da épica tetralogia wagneriana. As demais óperas são, em sequência, O Ouro do Reno (Das Rheingold), A Valquíria (Die Walküre) e, após Siegfried, a conclusão do festival, Götterdämmerung (O Crepúsculo dos Deuses).

O libretto, assim como de todas as outras óperas de Wagner, é de autoria do próprio compositor, que se inspirou nas sagas mitológicas nórdicas e germânicas. O processo de escrita e composição do Anel durou vinte e seis anos (1848-1874), período em que Wagner também trabalhou em outras de suas obras capitais, como Tristão e Isolda e Os Mestres Cantores de Nuremberg. O texto do Anel, assim como as diversas fontes que o inspiraram, é rico em significados e passível de múltiplas interpretações, de sociais e políticas a psicológicas, mas é fundamentalmente ancorado na dualidade entre o amor e o poder em um curso de maldição, culpa e redenção.

Assim como as demais óperas do ciclo, Siegfried se desenvolve dentro da concepção de Richard Wagner de “obra de arte total”, em que música, poesia e artes visuais se combinam, forjando um drama musical contínuo e integrado, sem interrupções ou preponderância de uma expressão artística sobre a outra.

A partitura wagneriana é ancorada em temas recorrentes (motivos condutores) - o leitmotiv - formados por elementos musicais associados a personagens, objetos e sentimentos. Tais temas pontuam a ação e formam a essência da partitura orquestral, que se torna protagonista no desenvolvimento do drama. Combinados em uma rica teia musical, os motivos fluem continuamente na orquestra, iluminando e comentando os acontecimentos em cena, que são delineados, por sua vez, pelas vozes.

A orquestração da tetralogia é de imensa diversidade, sublinhando uma ampla gama de emoções e eventos. A riqueza de timbres da partitura inclui novos instrumentos, como a trompa wagneriana.

A composição de Siegfried ocupou Wagner intermitentemente por 15 anos, estando a partitura completa em 1871. Concebido para um verdadeiro heldentenor, o papel do protagonista é um dos mais difíceis, exigentes e extenuantes da história, dominando a ópera em quase a sua totalidade. Dentre os grandes intérpretes de Siegfried, destacam-se Lauritz Melchior, Max Lorenz, Jess Thomas, Wolfgang Windgassen, René Kollo e Siegfried Jerusalem.

A concepção dramático-musical de Wagner, com sua crescente liberdade harmônica e formal, é um marco na história da arte ocidental, abrindo novos horizontes expressivos e antecipando as revoluções, tanto musicais quanto sociais, que aconteceriam no século XX. Como ele pretendia, a “obra de arte do futuro”.

No próximo post, comento a performance deste sábado. Antecipando a transmissão, assistamos ao trailer com algumas das cenas da produção de Robert Lepage para Siegfried:



A seguir, Jay Hunter Morris, como Siegfried, interpreta a Canção da Forja, no Ato I da ópera
:



Para quem não viu, ou quer assistir novamente, algumas cenas marcantes de Das Rheingold e Die Walküre, transmitidas na temporada passada:



Comentários e perguntas, escreva para
rodolfo.valverde@mobz.com.br