novembro 09, 2011

CONCURSO CULTURAL - Concorra a 2 vagas no curso sobre o MET ÓPERA da CASA DO SABER de São Paulo



Quer ganhar uma vaga no curso "As Óperas do Metropolitan" da Casa do Saber de São Paulo?

Participe do concurso cultural no Facebook da MOBZ respondendo a frase: Se sua vida fosse uma ópera, qual seria? Por quê?

As duas respostas mais criativas ganharão uma vaga no curso, ministrado pelo jornalista da Folha Irineu Franco Perpétuo, sobre 3 recentes óperas do Metropolitan, SIEGRIED, SATYAGRAHA (a ser exibida ao vivo nos cinemas dia 19/11) e RODELINDA (03/12).

Saiba mais sobre o curso da CASA DO SABER

Promoção válida até esta sexta feira, dia 11/11, às 12h. O resultado será divulgado no Facebook da MOBZ até o fim do dia.

Regulamento: CONCURSO CULTURAL CASA DO SABER

- Cada participante concorre a 1 vaga no curso "As Óperas do Metropolitan", a ser ministrado na CASA DO SABER de São Paulo. Serão 2 premiados no total.

- Para participar a pessoa deverá criar uma frase criativa respondendo a frase: Se sua vida fosse uma ópera, qual seria? Por quê?

- A frase deverá ser postada como comentário no nosso post oficial da promoção no Facebook da MOBZ (facebook.com/mobzme)

- A participação tem um limite de 400 caracteres

- A resposta somente poderá ser dada na área de comentários no post do concurso cultural na Fã Page da MOBZ no Facebook.

- A escolha dos vencedores será determinada por uma comissão composta por 3 membros da empresa MOBZ S/A sendo o resultado incontestável por parte dos participantes.

- O prêmio não pode ser convertido em dinheiro, bem como não poderá ser trocado por outro produto ou sessão de cinema.

- Este concurso cultural é resultado de uma parceria MOBZ com a CASA DO SABER, sendo o prêmio e sua execução de responsabilidade da CASA DO SABER.

- Concurso cultural válido até às 12:00h do dia 11 de novembro de 2011.

- O nome dos vencedores será divulgado no mesmo dia, durante a tarde.

- O ganhador autoriza, desde já, e como conseqüência da conquista dos prêmios, a utilização de seu nome, imagem e som de voz, em qualquer um dos meios escolhidos pelas empresas promotoras para divulgação desta campanha.

- A participação neste concurso implica na aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento.

- Esta campanha é de caráter exclusivamente cultural, sem qualquer modalidade de sorte ou pagamento pelos concorrentes.

- As dúvidas não previstas neste regulamento serão julgadas por uma Comissão composta por 3 (três) membros da Mobz S/A.

- A MOBZ reserva-se o direito, a seu critério exclusivo, de cancelar, encerrar, modificar ou suspender o Concurso a qualquer hora, por qualquer motivo que seja.

novembro 03, 2011

COLUNA RODOLFO VALVERDE: WAGNER e SIEGFRIED

Terceira das quatro óperas que formam O Anel do Nibelungo (Der Ring des Nibelungen), Siegfried estreou em 16 de agosto de 1876 em Bayreuth, Alemanha, no teatro construído pelo compositor Richard Wagner (1813-1883) para a encenação de sua obra. A estreia de Siegfried fez parte de primeira execução mundial, como ciclo completo, da épica tetralogia wagneriana. As demais óperas são, em sequência, O Ouro do Reno (Das Rheingold), A Valquíria (Die Walküre) e, após Siegfried, a conclusão do festival, Götterdämmerung (O Crepúsculo dos Deuses).

O libretto, assim como de todas as outras óperas de Wagner, é de autoria do próprio compositor, que se inspirou nas sagas mitológicas nórdicas e germânicas. O processo de escrita e composição do Anel durou vinte e seis anos (1848-1874), período em que Wagner também trabalhou em outras de suas obras capitais, como Tristão e Isolda e Os Mestres Cantores de Nuremberg. O texto do Anel, assim como as diversas fontes que o inspiraram, é rico em significados e passível de múltiplas interpretações, de sociais e políticas a psicológicas, mas é fundamentalmente ancorado na dualidade entre o amor e o poder em um curso de maldição, culpa e redenção.

Assim como as demais óperas do ciclo, Siegfried se desenvolve dentro da concepção de Richard Wagner de “obra de arte total”, em que música, poesia e artes visuais se combinam, forjando um drama musical contínuo e integrado, sem interrupções ou preponderância de uma expressão artística sobre a outra.

A partitura wagneriana é ancorada em temas recorrentes (motivos condutores) - o leitmotiv - formados por elementos musicais associados a personagens, objetos e sentimentos. Tais temas pontuam a ação e formam a essência da partitura orquestral, que se torna protagonista no desenvolvimento do drama. Combinados em uma rica teia musical, os motivos fluem continuamente na orquestra, iluminando e comentando os acontecimentos em cena, que são delineados, por sua vez, pelas vozes.

A orquestração da tetralogia é de imensa diversidade, sublinhando uma ampla gama de emoções e eventos. A riqueza de timbres da partitura inclui novos instrumentos, como a trompa wagneriana.

A composição de Siegfried ocupou Wagner intermitentemente por 15 anos, estando a partitura completa em 1871. Concebido para um verdadeiro heldentenor, o papel do protagonista é um dos mais difíceis, exigentes e extenuantes da história, dominando a ópera em quase a sua totalidade. Dentre os grandes intérpretes de Siegfried, destacam-se Lauritz Melchior, Max Lorenz, Jess Thomas, Wolfgang Windgassen, René Kollo e Siegfried Jerusalem.

A concepção dramático-musical de Wagner, com sua crescente liberdade harmônica e formal, é um marco na história da arte ocidental, abrindo novos horizontes expressivos e antecipando as revoluções, tanto musicais quanto sociais, que aconteceriam no século XX. Como ele pretendia, a “obra de arte do futuro”.

No próximo post, comento a performance deste sábado. Antecipando a transmissão, assistamos ao trailer com algumas das cenas da produção de Robert Lepage para Siegfried:



A seguir, Jay Hunter Morris, como Siegfried, interpreta a Canção da Forja, no Ato I da ópera
:



Para quem não viu, ou quer assistir novamente, algumas cenas marcantes de Das Rheingold e Die Walküre, transmitidas na temporada passada:



Comentários e perguntas, escreva para
rodolfo.valverde@mobz.com.br

outubro 28, 2011

MET ÓPERA - Sábado, dia 5, assista à SIEGFRIED, de WAGNER, AO VIVO nos cinemas

Dia 5 de novembro, sábado, a Live MOBZ transmite para 10 salas de cinema do Brasil AO VIVO a ópera SIEGFRIED, de Wagner, diretamente do METropolitan de Nova York.

A sessão ao vivo será às 14h, com exceção de Campinas, que fará a exibição gravada no dia 3 de novembro às 19h.



Terceira do ciclo de quatro óperas conhecido como O Anel do Nibelungo, que imortalizou Richard Wagner, SIEGFRIED foi composta entre 1856 e 1857 (a partitura foi modificada pelo próprio compositor ao longo dos anos seguintes). Com uma visão cósmica, Wagner relata as aventuras e conquistas do herói Siegfried até seu encontro fatal com a amada Brünhillde e o ocaso dos deuses que regiam o mundo mítico criado pelo genial compositor alemão.

Os ingressos de SIEGFRIED já estão à venda. Clique nos links abaixo para comprar online e boa ópera!

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CAMPINAS - GRAVADO, 10 DE NOVEMBRO, ÀS 19H - em breve venda online
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outubro 27, 2011

COLUNA RODOLFO VALVERDE: O DON GIOVANNI DE MOZART


Il dissoluto punito, ossia il Don Giovanni, uma das óperas mais encenadas e apreciadas da história, é a segunda de três parcerias do austríaco Wolfgang Amadeus Mozart (1756-1791), luminar do período clássico, com o genial libretista italiano Lorenzo da Ponte (1749-1838). As outras duas são, respectivamente, Le Nozze di Figaro e Così fan tutte.

Embora sediado em Viena, Mozart estreou sua obra-prima, uma partitura de extraordinários colorido e diversidade, em Praga, cidade que sempre o acolheu com entusiasmo, em 29 de outubro de 1797. Ao mesclar elementos cômicos, sérios e até sobrenaturais, Don Giovanni se afasta do gênero opera buffa, como muitas vezes é considerado, configurando-se como um dramma giocoso, em uma perfeita justaposição, de envergadura quase shakespeariana, de comédia e tragédia.

Da Ponte inspirou-se na obra de Giovanni Bertati (musicada por Giuseppe Gazzaniga - 1743-1818), que, por sua vez, usou inúmeras fontes - dada a onipresença da personagem principal, o libertino Don Juan - que remontam ao texto de Tirso de Molina, de 1630, El Burlador de Sevilla. Em todas elas, assim como na ópera de Mozart, duas circunstâncias dramáticas permanecem essenciais: a morte do comendador, pai de Donna Anna, e sua vingança como o convidado de pedra (precedida por um chamado ao arrependimento, prontamente negado pelo sedutor)

Mozart estabelece um inusitado arco dramático até então ao antecipar, no andante da abertura, o material musical que caracteriza a cena crucial da ópera, a confrontação final de Don Giovanni pela estátua do comendador, um dos momentos mais intensos e eletrizantes da história da ópera.

Dentre as outras numerosas cenas de grande inventividade musical, destaca-se o baile, que encerra o Ato I, na qual o compositor utiliza ensembles instrumentais diferentes no palco, cada um tocando uma dança distinta, com compassos distintos, ao mesmo tempo.

Em maio de 1788, Don Giovanni estreou em Viena com alterações e inclusões que, pelo valor dramático e musical, permaneceram nas apresentações subsequentes, como as árias de Don Ottavio (Dalla sua pace) e Donna Elvira (Mi tradì quell’alma ingrata, composta para Caterina Cavalieri e precedida pelo rico recitativo accompagnato In quali eccessi...). Outra novidade, nem sempre representada, foi o dueto de Leporello e Zerlina no Ato II (Per queste tue manine), enquanto que o sexteto final foi omitido na partitura vienense (e hoje, invariavelmente presente).

Desta “obra de arte de perfeição ininterrupta”, nas palavras do compositor Charles Gounod, citações musicais permeiam obras instrumentais ou dramáticas de compositores posteriores, como Beethoven, Offenbach, Rossini, Chopin, Liszt e Busoni. Inúmeros registros, tanto em áudio quanto em vídeo, de excelente qualidade artística, por intérpretes de exceção, atestam a perenidade e a atualidade do Don Giovanni mozartiano.

Na foto acima, o barítono polonês Mariusz Kwiecien, um dos mais brilhantes intérpretes do Don Giovanni, encabeça um elenco estelar nesta nova produção de Michael Grandage para o MET: Barbara Frittoli, Marina Rebeka, Mojca Erdmann, Ramón Vargas, Luca Pisaroni, Joshua Bloom e Stefan Kocán. Rege Fabio Luisi, que assumiu interinamente o cargo de diretor musical do teatro, substituindo um enfermo James Levine.

Nos vídeos abaixo, ouça os comentários do diretor Michael Grandage e, a seguir, Mariusz Kwiecien, Barbara Frittoli e Luca Pisaroni conversam com Renée Fleming (com direito a cenas ao vivo!):




Dúvidas ou comentários, escreva para rodolfo.valverde@mobz.com.br

outubro 21, 2011

MET ÓPERA - Sábado, dia 29, tem DON GIOVANNI, de MOZART, AO VIVO de NY


Dia 29 a Live MOBZ transmite para 10 salas de cinema do Brasil AO VIVO a ópera DON GIOVANNI, de Mozart, diretamente do METropolitan de Nova York.

A nova produção do MET traz no papel-título o tenor polonês Mariusz Kwiecien, cuja interpretação jovial e carregada de sensualidade já encantou platéias em Londres, Viena e São Francisco.

A sessão ao vivo será às 15h, com exceção de Campinas, que fará a exibição gravada no dia 3 de novembro às 19h. No Rio de Janeiro, além das salas de cinema, faremos a primeira transmissão da ópera na casa de espetáculos VIVO RIO.

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